Unu Mondo, Unu Lingvo
Um Mundo, Uma Língua
PROJETO DO CEHL - O QUE É O CEHL?
1. ‘CEHL’ são as iniciais de “Círculo de
Espiritualidade Holística Libertadora”. O que se pretende é conjugar um grupo
de pessoas “à procura”. À procura de uma espiritualidade que as ajude a crescer
e a aprofundar no Mistério da Vida. A Espiritualidade não só para monges de
distintas tradições, mas para todo o ser humano, pois a Auto-Realização é uma
“tarefa” irrecusável em toda vida humana.
2. O CEHL promove a Espiritualidade
Holística (EH). Ou seja, inspira-se no “paradigma holístico”. Holismo é aqui
sinónimo de um pensamento-sentimento-prática que procura a totalidade, a
integração, a harmonia do ser humano consigo mesmo, com a sua espécie, o resto
do Cosmos e o Último ou Absoluto.
3. Não é um grupo que parta de uma
espiritualidade “confessional”. Aliás, não se confunde Espiritualidade e
Religião. Podem “interseccionar-se”, mas não necessariamente. Pode haver alguém
que pratique a EH e que seja cristão, judeu, muçulmano, hinduísta, budista,
taoista, etc. Mas pode também haver alguém que seja ateu ou agnóstico e que
esteja na procura do Sentido da Vida. Ou simplesmente pode ser útil para quem
esteja “à procura”. Pode-se estar nas periferias e nas margens das religiões
institucionais, mas pode-se também estar longe delas. O importante é estar “à
procura”.
4. O Holismo não é um novo dogma, nem uma
nova religião, nem sequer uma filosofia (entendida no sentido de uma nova moda
intelectual, com uma determinada “escolástica” a ser repetida acriticamente).
Poderia ser considerada filosofia se se entende isto como atitude mental e,
sobretudo, atitude vital. Seria melhor pensar o Holismo como uma metodologia,
um caminho, de fazer as coisas. Um caminho que nos ajude a pensar criticamente,
a colocar questões e a procurar respostas, que sempre serão relativas,
aproximadas e provisórias.
5. O aspeto importante de uma EH é
integrar corpo-mente-espírito numa unidade (dentro da diversidade). Não viver
dualística-mente. Viver em totalidade (“wholeness”). Mas sem esquecer as
diferenças, que enriquecem o Todo. O Todo é mais do que a soma das suas partes
e, além disso, o Todo está em cada uma das suas partes (principio holográfico).
Este é um excelente programa antropológico, ontológico e ético-político.
Poderíamos acrescentar que é uma estética também, um estilo de pensar-agir.
Defende a intuição, que não se reduz ao racionalismo dominante, mas que também
não o despreza: antes o integra! (Veja-se, neste sentido, o “decálogo holístico”).
Procuramos conjugar harmonicamente, de um ponto de vista psicológico e
neurológico, os hemisférios esquerdo e direito do cérebro humano.
6. Como “círculo holístico” procura
viver-se em “comunidade holística” (ainda que isto se possa realizar de diferentes
maneiras). Uma comunidade de “buscadores/as”. Nas nossas reuniões, normalmente
de duas horas e meia, com o ritmo semanal, procuramos integrar a primeira parte
da reunião em meditação (temos privilegiado para isso o zazen), outra parte
para a reflexão vital (normalmente uma obra prima ou uma temática central da
Espiritualidade de todos os tempos, tanto do Oriente, principalmente, como do
Ocidente) e, finalmente, uma parte para a programação da ação social solidária.
Esta organização do tempo corresponde aos níveis espiritual/corporal e
intelectual, com o intuito de serem integrados em síntese.
7. É uma Espiritualidade que “trabalha” o
interior (ou melhor, que deixa emergir o essencial de cada um/a), mas, ao mesmo
tempo, pretende ser libertadora de todos os obstáculos que o impedem, tanto a
nível pessoal como coletivo. Portanto, pretende conjugar a própria revolução
interior com a social (desde a nãoviolência ativa).
8. Atualmente existem dois grupos a nível
ibérico, em Lisboa e Madrid. Isto aponta também a que mais círculos possam ser
criados a nível de ambos países ibéricos, como também noutras áreas geográficas
do Planeta. Uma vez por ano, normalmente a começos do Verão, costumamos fazer
um encontro ibérico. Também estamos abertos a sessões de formação no paradigma
holístico através de conferências e seminários, assim como também de retiros,
de encontros e de formação em diversos aspetos que sejam complementares
(vegetarianismo/veganismo, esperanto, yoga…). Quanto à questão económica,
pedimos uma colaboração voluntária mensal, para ajudar a pagar o uso das
instalações, da luz e demais. As fotocópias são de responsabilidade individual,
mas tem sido prática do grupo fazê-lo de modo comunitário.
9. Reunimo-nos atualmente nas instalações
do Convento dos Frades Dominicanos, em São Domingos de Benfica (Lisboa). O
endereço é: Rua João de Freitas Branco, número 12, 1500-359- Lisboa. Temos um
Metro muito próximo: “Alto dos Moinhos”, linha azul. O nosso dia de reunião é
atualmente às terças-feiras, começando às 18 horas. A quem esteja interessado
em participar do grupo pedimos-lhe que esteja disposto a manter uma presença
habitual e regular no grupo e, para isso, que comece por entrar em contacto
connosco, para marcar um encontro prévio e breve de formação. Contactar neste
sentido com o nosso blogue ou com o frei rui manuel, dominicano, no email:
rui@poetic.com
10. Finalmente, eis aqui algumas perguntas
motivadoras iniciais:
10.1. O que acha deste projeto do CEHL?
10.2. Tem alguma sugestão?
10.3. Está interessad@ em ter mais
informação e/ou participar connosco?
Um abraço muito holístico.
fr. rui manuel grácio das neves
Lisboa, 24.01.17

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